segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

La reina sin castillo


Ya.. ¿Qué hacer? se ya te quieres ir..
Pero.. ¿Quedate solo un poco más... Sí?
 ¿Así como que por un segundo más?
Así para que tenga un poco más de paz 

Ya.. Te veo salir, caminando lejos
Junto con el aire que necesito 
Lejos desde el centro de mi 
Para donde no me vas a decir...

El negro enrudecer de tu mirada
El blanco de todo el nada
Que adelante va
Y por detrás 
De nosotros.

Tus pasos van desdeñando 
El mejor de los que hicimos
Bailando

Con tu vacío impuesto
Y mi cariño, mi disgusto 
Nuestra historia se va.


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Rendez vous

So far you came and conquered your land 
In summer time when my sun however had poor and sleeping flames
So far you stood steady for a while 
In front of that land which seemed 
so prosperous but taken
For some whiles you avoided in your self protection's name
But once more and that land you wished you never came 
The worthless try, even so,
You also didn't want to let it go

This land is a place for brave warriors 
My passion comes as it always go
The flame takes challenging tricky ways but you knew what you were doing 
And tricked me also on the back door

Despite a moment can take ages from the memories to remove
You came solely as you are 
I've given solely the rest of what I couldn't 
You've raised my other hidden selfies
Which I curiously haven't pursued 
And despite I don't regret the self revival
If this is what gives me your rendez vous
I should have never ever lost myself into you 

Just when the fall was on the way to take from the trees it's leaves
The sleeping flames awake from it's bad dreams

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A menina do espelho

Ela me guarda no segredo de seus olhos e eu entro em pânico. Cai no precipício das minhas horas vazias. Dispersa-se. Escuridão. Eu sou o abismo de sua cor, e ela é cinza.

Relampeja e em seu estrondo de amplidão implodo. Pedaços cortados por todos os lados renascendo em erros antigos, imperdoáveis.

Fantasmas de sombra e escuridão.

Ela me guarda em seus olhos de precipício. Ela é o segredo do meu terror. Ela é tudo o que restou inteiro e se preserva no infinito de minhas trevas.

Eu te sinto morrer e morro junto.
A parte que ficou em você e se perdeu pra sempre.

Quem disse que quero sobreviver?
Quem disse que tenho que ser forte?

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Arcano Lunar

I

Meu ser primitivo retorna à noite primeira
artrópode-água, vestido em seu esqueleto
- da imortalidade à carne pulsante -
no silêncio fundo do fosso
à beira da margem reta que não transborda
dentro da noite aquosa
que dissolve tudo.

II

O delírio-lunar, as portas do inferno?
Os medos que me guardam. O instinto não-domesticado.
Bebo seus olhos lunáticos como espelhos,
o luar me uiva,

como as flores do sol, eu já posso passar.


III

Aos pés das torres de tetos opostos
intuo o caminho.
O homem da lua espreita
em máscara selenita.
Insanos sonhos
sanam-se em derramado orvalho
alimentando o sol que está para nascer.

Nenhum tesouro é perdido.

Clarice Shaw.


domingo, 5 de julho de 2015

Recorrência

Não sei de onde venho,
que idade tenho
só sei da carne morta
a torturar minha sombra
e dos três dedos que me tratam
e sorriem
e não desejam minha partida.

Devoro eras antigas
com as mãos ainda cruas
(as estrelas se desfizeram
na febre manca).

Os pés de plástico afundam na areia clara,
na areia-tempo
e ampulheta
a escoar a superfície inconsistente.

Quem é só deste mundo não pode ver

do quanto sou
enquanto estou
aqui.



Clarice Shaw.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Ele tem a profundidade de uma poça de lama
e eu perco para sempre minhas pérolas.
Sou o próprio abismo que se olha de volta
sobre a poça não-reflexiva,
envolta em sujeira sem cor
na indefinição de quem não se conhece de cor.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Dançando poesia

Em três minutos, um poema
Muito bem vindo eis o dilema
De nem pensá-lo para nascer

Pois me desafio, a própria pena
Como um capítulo se encena
Vão os atores do meu cenário
O meio e o ato

Bailando iniciam uma valsa
Onde o vigor era tanto
Que se tornou tango
Mais tarde se destila
E eis que é salsa
Este mambo de ator.
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